olho, olho.

Olhe para cima

seus olhos verão outro olho.

Olho no olho

que enxerga

o coração.

[Graciela Campos]

Graciela Campos Jokowiski, desenho em padrão modular, 2017

A poesia que compartilho hoje nasceu em uma tarde no Museu Oscar Niemeyer. Sobre ver, olhar e ser visto. Nem sempre conseguimos enxergar o que está ao nosso lado, mas ao focarmos o olhar no que antes estava invisível no meio do cotidiano rebuscado, um outro modo de ver se constitui. “Olho no Olho” fala sobre o instante em que a ação de ver e ser vista coincidem. Quando um olhar encontra o outro, ao seu lado, na sua frente ou acima, o olhar do alto.

Inspirada pelo projeto de Tom Lisboa (As Polaroides Invisíveis, que conheci no Arte para Educadores), caminhei pelo museu em busca de algo para ver e descrever até encontrar um ponto de vista: bem a frente de uma das maquetes de Oscar Niemayer. Naquele lugar olhei para cima e vi o desenho do olho gravado no segundo teto. Assim eu escrevi sobre este pequeno detalhe que enxerguei naquela tarde.

Graciela Campos Jokowiski, fotografia com o celular e desenho digital, 2017. (2017)
Graciela Campos Jokowiski, poesia, 2017
Arte para educadores, MON, agosto, 2017

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