Impressionista

” Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo. “

 [ Adélia Prado ]

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Sete horas em ponto. Acordei. Não, desta vez não foi meu despertador habitual. Foi o sol que resolveu nascer no meu quarto. Na verdade ele já tinha acordado antes, deixou que eu dormisse mais um pouco antes de me cobrir com sua luz intensa. Ainda em tempo, o vi iluminar o céu acima das nuvens e diante desta visão tive que concordar com Ele: eu vi que isto  era bom. Logo o sol seguiu o seu caminho para o firmamento,  precisava cumprir o seu dever de governar o dia. Na sua pressa deixou ainda respingos de luz por onde passou e assim o mar se lambuzou com ela, cintilando como estrelas na noite. Noite que se foi, dia que começa. Toda noite acaba assim, todo dia recomeça. Nem sempre abrimos os olhos para ver.

[ Graciela Campos ]

[ foto e texto de gracielaCampos – quando compartilhar cite a autora ]

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