O ponto de vista de Dorothy

” No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.”
[ Cecília Meireles ]

Tenho a impressão que andei por outros mundos quando na verdade não estive tão longe dos lugares por onde sempre passo. Volto agora ao encontro com as  minhas palavras, algumas deixadas por um tempo mas nunca esquecidas. Não caminhei por outras terras mas por um tempo visitei o interior de um furacão e uma vez dentro dele logo eu estava muito acima do chão. Lá de cima, onde a visão do mundo é outra, eu facilmente visualizei aquilo que com os pés no chão é difícil enxergar. Do alto percebi como são grandes alguns pequenos detalhes que antes eu via como insignificantes e de tão pequenos acabam guardados dentro de gavetas. O furacão revira os armários e voando em meio ao vento, encontrei aqueles gigantes que acostumamos a colocar na vitrine da nossa vida. Olhando do angulo certo eu os visualizei pequenos, frágeis e dispensáveis. Depois, vendo o furacão ir embora e com pés firmes no chão,  as gavetas permanecem remexidas. É hora de colocar tudo no seu lugar devido. Na vitrine o que realmente importa e todo o resto vem depois, cada qual no seu lugar.

A Dorothy é aquela menina que pegou carona em um furacão e o poema de Cecília Meireles é sobre ponto de vista, e isto sempre faz a diferença. Por uns dias este blog esteve quieto, mas não ausente, apenas esperava e planejava. Sem sair do foco seguirei em frente  falando de coisas belas, comunicação, poesia e enfim conversas sobre design.

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